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Confronto na Comunidade Quilombola de Bombas – Iporanga/SP

Prosa na Serra

Confronto no Quilombo de Bombas: aconteceu no último sábado, 10 de agosto, quando a comunidade se reunia num puxirão na trilha que leva à comunidade.
“O quilombo de Bombas, no município de Iporanga, no Vale do Ribeira, em São Paulo, é mais uma realidade vivida pelas políticas públicas ambientais que ignoram os verdadeiros guardiões deste Bioma chamado Mata Atlântica, a sobreposição do Petar (parque Estadual Turístico do Alto Ribeira) os deixa isolados, sem direitos básicos) porque o processo de reconhecimento e delimitação do território não avança. Para chegar até a comunidade é necessário caminhar quase seis quilômetros.
A Fundação Florestal (FF) e o Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp) ainda não delimitaram o território do quilombo de Bombas, o reconhecimento da comunidade está emperrado a 10 anos.
Neste sábado, 10 de agosto, quando os quilombolas de Bombas estavam reunidos em puxirão com companheiros do quilombo de Porto Velho para iniciar a alteração da trilha, foram atacados a tiros.
Um dos agressores apontou uma espingarda para o peito de Antoninho, que tentou desarmá-lo, entrando em luta corporal, agarrado à espingarda. Nesse ínterim, outro agressor o atacou com golpes de foice, atingindo sua cabeça e rosto – ele levou 11 pontos na face. Os ferimentos nos braços (com fratura, inclusive) indicam que a intenção do segundo agressor era decepar as duas mãos do sr. Antoninho para recuperar a espingarda.
Antoninho denunciou o ataque à delegacia de Iporanga, onde já havia relatado anteriormente as ameaças sofridas para acessar a comunidade.
Como não há estrada, ele foi socorrido e levado pela trilha por seus colegas no lombo de uma mula até alcançarem a estrada Iporanga-Apiaí. Dali foi levado à Iporanga e encaminhado ao Hospital Regional de Pariquera Açu. O presidente da Associação de Bombas, Edmilson Furquim, acionou a polícia de Iporanga, que prendeu os três irmãos.
A demora e a incerteza no reconhecimento do território do quilombo de Bombas, por parte dos órgãos públicos, motiva todo tipo de especulação na região e aumenta a insegurança no território e entorno. O tiroteio de sábado exemplifica bem essa grave situação. (Nilto Tatto-ISA)
A luta das comunidades tradicionais pelo território é diária, já perdemos Laurindo Gomes (Quilombo Praia Grande), agora Bombas, tudo em Iporanga, até onde vamos chegar?
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