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Consciência Negra – 17 e 18 de novembro – Vale do Ribeira

Aconteceu nos dias 17 e 18 de novembro o Encontro das Comunidades quilombolas do Vale do Ribeira. Participaram mais de 35 comunidades quilombolas e cabocla, numa prosa e formação sobre direitos com os defensores públicos do Estado de São Paulo/Registro no dia 17 e no dia 18 celebramos a junção entre as comunidade, numa mística que comemorou 18 anos da Associação dos Remanescentes de Quilombo de Ivaporunduva e 50 anos de irmandade da irmã Michael (advogada das comunidades tradicionais). Tudo aconteceu na beira do Rio Ribeira de Iguape, numa celebração entre as comunidades e seu território. MEIO AMBIENTE COM GENTE!

Quilombo Ivaporunduva-Eldorado/SP

Ninguém ouviu
Um soluçar de dor
No canto do Brasil…

Encontro das comunidades quilombolas

Um lamento triste
Sempre ecoou
Desde que o índio guerreiro
Foi pro cativeiro
E de lá cantou

Srs. Toninho e Loro – Quilombo de Bombas/Iporanga-SP

Negro entoou
Um canto de revolta pelos ares
No Quilombo dos Palmares
Onde se refugiou

Sr. Bonifácio – 83 anos – Quilombo Morro Seco

Caboclos do Bairro Serra e Ribeirão dos Camargo – João Vitor e Claudio

Nosso fotográfo – João Vitor

Zé Rodrigues – Quilombo Ivaporunduva

defensores Toshio e Menesio

Sr. Hernani – Quilombo de Mandira

João Vitor – comunidade Bairro Serra – Ponto de Cultura “Coisas da Prosa”

Quilombo de Ivaporunduva – Eldorado/SP

Igreja comunidade Quilombola Ivaporunduva

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Ato Público “Ritual dos povos tradicionais ao Rio Ribeira de Iguape” – Dia 4 de maio – Registro/SP a partir das 18h

Participe!

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A Prosa na Serra, Associação das Comunidades Caboclas do Bairro Ribeirão dos Camargo e Nupaub/USP realizam a 1a. ação de seu Auto Reconhecimento

A Prosa na Serra, Associação das Comunidades Caboclas do Bairro Ribeirão dos Camargo e Nupaub/USP, iniciaram o trabalho de Auto Reconhecimento da Comunidade Cabocla do Bairro dos Camargo. Participaram da ação: Sra. Dirce (presidente da Associação das Comunidades Caboclas), Sr. Dito Cata, Sr. Ticão, Sr. Nino Sant’Ana, Sr. Darci Sant’Ana, Sra. Mariza , Sr. Luiz Franco, Helio Looze, Sabrina (antropóloga/Nupaub-USP), Julio (historiador/Nupaub-USP), Claudionor (coordenador Prosa na Serra), Guilherme (Ponto de Cultura Pilar/Ponto Midia Livre/historiador/USP, Maria Titi (fotografa) e Fernando Avena (Premio Tuxaua 2009/Ministério Cultura).  Iniciamos o trabalho de campo no dia 17 de março de 2012. A comunidade tradicional cabocla do Ribeirão dos Camargo iniciou o mapeamento de seu território tradicional e o levantamento antropológico. O Bairro Ribeirão dos Camargo é a primeira localidade povoada no município de Iporanga (antigo Arraial de Santo Antonio), e sua comunidade cabocla data do ano 1690.

A comunidade cabocla vive da agricultura de subsistência (roça de coivara), possuem sua culinária, artesanato, realizam sua cultura, um modo de ser e fazer resguardado pela Constituição Federal de 1988. Desde 2010 vem requerendo oficialmente a desafetação do Petar (Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira) de seus territórios tradicionais e o seu reconhecimento como comunidade tradicional. A (Fundação Florestal e Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, órgãos do governo do Estado responsáveis pelo Parque não encaminharam nenhuma resposta à Associação sore o assunto. A ação tem parceria com as Comunidades Ttradicionais do Vale do Ribeira que coletivamente lutam pelos direitos aos territórios tradicionais e pelo direito de um meio ambiente com gente.

Sra. Dirce, Sabrina e Julio (Nupaub/USP)

Barreira na Estrada do Ribeirão dos Camargo


Taluá/Ribeirão dos Camargo

 

Localidade Sete Quedas/BairroRibeirão dos Camargo - Iporanga/SP

 

Nino e Claudio utilizam o GPS

 

Sr. Ticão fala sobre a história da região

 

Sr. Luiz e Sr. Darci em entrevista com Guilherme

 

fogão à lenha caboclo

Julio, Sr. Dito Cata e Claudio - ao fundo a roça coivara (milho/arroz)

 

Sr. Ticão e Sr. Luiz proseando na beira do Ribeirão Sete Quedas/Ribeirão dos Camargo

 

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Viva os comunidades tradicionais do Vale do Vale do Ribeira – guardiões do bioma Mata Atlantica

MEIO AMBIENTE COM GENTE

2011 é o ano internacional das florestas, chamamos atenção para os povos que realmente fizeram-se guardiões deste bioma. São caboclos, quilombolas, indígenas, caiçaras, que através  de sua CULTURA TRADICIONAL de cultivo, de relação com a floresta e que possibilitaram a efetiva conservação deste bioma considerado um dos mais ricos em biodiversidade.VIVA AS COMUNIDADES TRADICIONAIS DO VALE DO RIBEIRA, VERDADEIRAS GUARDIÕES DA MATA MATA ATLÂNTICA.

2011 DIA INTERNACIONAL DAS FLORESTAS… VIVA OS POVOS DAS FLORESTAS!!!!


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Roça de coivara

Caboclos e quilombolas da região do Alto Vale Ribeira trabalham a terra como seus ancestrais, roçam, queimam, e plantam o arroz, feijão, milho, mandioca. Trabalham a terra por dois ou três anos de plantio, depois deixam-na descansar, e realizam o mesmo trabalho em outro pedaço de terra. Isso faz com que as matas se recuperem rapidamente fazendo com que nesta região a mata atlântica não ter sofrido como em outras regiões do pais pelo uso constante e indiscriminado de maquinas agrícolas, fertilizantes químicos e inseticidas, que causam erosão, degradação do solo e contaminação em outras cidades do pais.

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