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Consciência Negra – 17 e 18 de novembro – Vale do Ribeira

Aconteceu nos dias 17 e 18 de novembro o Encontro das Comunidades quilombolas do Vale do Ribeira. Participaram mais de 35 comunidades quilombolas e cabocla, numa prosa e formação sobre direitos com os defensores públicos do Estado de São Paulo/Registro no dia 17 e no dia 18 celebramos a junção entre as comunidade, numa mística que comemorou 18 anos da Associação dos Remanescentes de Quilombo de Ivaporunduva e 50 anos de irmandade da irmã Michael (advogada das comunidades tradicionais). Tudo aconteceu na beira do Rio Ribeira de Iguape, numa celebração entre as comunidades e seu território. MEIO AMBIENTE COM GENTE!

Quilombo Ivaporunduva-Eldorado/SP

Ninguém ouviu
Um soluçar de dor
No canto do Brasil…

Encontro das comunidades quilombolas

Um lamento triste
Sempre ecoou
Desde que o índio guerreiro
Foi pro cativeiro
E de lá cantou

Srs. Toninho e Loro – Quilombo de Bombas/Iporanga-SP

Negro entoou
Um canto de revolta pelos ares
No Quilombo dos Palmares
Onde se refugiou

Sr. Bonifácio – 83 anos – Quilombo Morro Seco

Caboclos do Bairro Serra e Ribeirão dos Camargo – João Vitor e Claudio

Nosso fotográfo – João Vitor

Zé Rodrigues – Quilombo Ivaporunduva

defensores Toshio e Menesio

Sr. Hernani – Quilombo de Mandira

João Vitor – comunidade Bairro Serra – Ponto de Cultura “Coisas da Prosa”

Quilombo de Ivaporunduva – Eldorado/SP

Igreja comunidade Quilombola Ivaporunduva

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31 de outubro – dia do saci… são todos os dias!

Na região do Alto Ribeira ele é conhecido como Fites, e são respeitados pelas comunidades tradicionais… estão sempre por perto quando mergulhamos no Betary, ou descemos o rio de bóia…
Viva a Cultura Tradicional!

“No Brasil, quem não conhece o Saci?
O Saci é um dos personagens mais conhecidos no Brasil.
Sua história provavelmente originou-se das tribos Tupi Guarani no sul do Brasil. No começo era retratado como um “curumim” endiabrado de cor morena, duas pernas e um rabo típico.
Mas durante o período de colonização portuguesa, o Saci transformou-se com a influência da cultura africana.
Tornou-se um negrinho, perdeu uma perna num luta de capoeira, ganhou um cachimbo e um gorro vermelho, mas continuou sapeca e brincalhão.
Aliás, a principal característica do Saci é a travessura. Ele se diverte com os animais e pessoas e sendo muito moleque, acaba causando diversos transtornos como esconder objetos, queimar a comida, emitir ruídos e assustar bois e cavalos no pasto.”

Canoas do Ribeira

Arte: Ohi

Arte: Ohi

Ohi

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IV Roda de Viola do Bairro Serra – Bairro Serra – Iporanga/SP – 13, 14 e 15 de julho 2012

A IV Roda de Viola é uma festa, uma junção de pessoas, de pensares e ações. A partir do dia 13 de julho a Serra virou um território da viola, tendo seu mestre Gervásio Claro encantando tudo e todos.  Beno e Chita, nossa dupla do Bairro Serra, Jovino Donisete, Levi Ramiro e Milton Araujo, celebraram a cultura brasileira numa fogueira de estilos e de saberes. O Grupo Batucajé do Vale fez uma homenagem a Laurindo Gomes (Quilombo Praia Grande – desaparecido desde fevereiro de 2011),  Laurindo Gomes Presente!

Gervasio Claro, Beno e Chita – 13 de julho de 2012

 

 

Grupo Batucaje do Vale – Miracatu/SP

 

Batucaje do Vale

 

Jovino Donizete – São Paulo/SP

 

Levi Ramiro

 

 

Levi Ramiro e Jovino Donizete

 

Milton Araujo e Levi Ramito

 

Milton Araujo – Santo André/SP e Levi Ramiro – Pirajuí/SP

 

IV Roda de Viola do Bairro Serra – 13 de julho – Bairro Serra/Iporanga-SP

 

A IV Roda de Viola do Bairro Serra tem como prioridade a troca de conhecimentos e sempre uma boa prosa segue por cumplicidades nos sonhos…

Prosa no quintal

 

Julio Cesar – mestre das palavras e Victor Gulin arte na viola

 

Levi Ramiro artesão da viola

 

Gervasio Claro e Alaor Diniz – Bairro Serra – Iporanga/SP

 

Proseando na Roda de Viola

 

Grupo Manema, Victor Gulin e Levi Ramiro – proseando!

 

prosa lá em casa…

 

 

A riqueza cultural deste pedacinho do Estado de São Paulo é impar, a IV Roda de Viola do Bairro trouxe a dança da Nhá Maruca  da Comunidade Quilombola de Sapatu Eldorado/SP.  Esse patrimônio cultural traz a força cultural das comunidades tradicionais do Vale do Ribeira. A dança Nha Maruca é uma espécie de fandango batido, onde os homens sapateiam com os tradicionais tamancos de madeira ao som da viola.

Nhá Maruca – Quilombo Sapatu/Eldorado-SP

 

Nhá Maruca – Quilombo Sapatu/Eldorado-SP

 

Nhá Maruca – Quilombo Sapatu/Eldorado-SP

 

Nhá Maruca

 

 

E a viola vai soando suas possibilidades… Rainer Brito com sua viola dinâmica… Rogerio Gulin e sua sonoridade de mestre clássico/ contemporâneo, Victor Gulin com toda a leveza de menino brincando nos sons da viola, e Gervásio Claro mestre aprendiz, experimentando de tudo e tocando no cerne de nossos sentires.

Rainer Brito – Votorantim/SP

 

Rainer Brito e Levi Ramiro

 

Rogerio Gulin – acústico

 

Rogerio Gulin – Curitiba-PR

 

Rogerio Gulin

Victor Gulin – Curitiba/PR

Viva a cultura brasileira!

 

Gervásio Claro – mestre violeiro – comunidade Tudo/Iporanga-SP

 

Gervásio Claro e Levi Ramiro

 

Beno e Rogério Gulin

 

Beno e Chita – Bairro Serra/Iporanga-SP

 

A Prosa na Serra, no Ponto de Cultura “Coisas da Prosa” trabalha na valorização da cultura tradicional de nosso Vale do Ribeira, e a Roda de Viola é uma ação cultural para fortalecer estes laços, este ano fomos presenteados com a presença do Grupo Manema – Peruíbe/SP, jovens caiçaras de Peruíbe e Iguape que utilizam de sua arte para este fortalecimento. Manema é o nome dado a um tipo de farinha de mandioca na região.

 

Cleiton – Grupo Manema/Peruíbe-SP

 

 

 

Grupo Manema – Peruíbe/SP

A IV Roda de Viola do Bairro Serra é formação, é aprendizado, e neste ano realizamos a documentação audiovisual de forma conjunta, as crianças e jovens do Ponto de Cultura “Coisas da Prosa” exercitaram sua arte  fotografando e filmando, tendo na coordenação Guilherme e Érica do Ponto de Cultura “Pilar do Sul” e “Ponto de Mídia Livre”.

Lucas – Cineasta

 

 

 

Luiz Paulo e Juliano – nossos cineastas/fotografos

 

 

 

Érica – São Paulo/SP

 

Érica e Guilherme – Ponto de Cultura “Pilar do Sul” e Ponto “Mídia Livre”

 

A II Viola com Rapadura – festival de interpretação de músicas raízes trouxe para a Serra participantes de outros bairros de Iporanga e do município de Itaoca.

Ana – São Paulo/SP – jurada da II Viola e Rapadura – festival de interpretação de músicas raízes.

 

Compadre Ernesto – Belgica – jurado da II Viola e Rapadura.

 

Milton Araújo – Santo André/SP – jurado II Viola e Rapadura.

 

Sr. Ditinho, Riquinho e Tatu – Iporanga/SP – 3o. lugar

 

Sr. Mindo – Iporanga/SP – 2o. lugar

 

Silvinha e Claudio – Quilombo Porto Pilões/Iporanga-SP         1o. lugar

 

Este ano a IV Roda de Viola homenageou Nhô Mano, caboclo do Bairro Serra que com seu sorriso diário nos fez mais feliz. Talita sua neta cantou em sua homenagem… Viva Nhô Mano – sempre estará em nossas ações…

Talita e Gervásio

 

 

 

 

 

A IV Roda de Viola do Bairro Serra trouxe a culinária cabocla, na Feira Comunitária – Tráfico de Cultura, sabores e muita prosa… Agradecimentos à todos os participantes da Feira por tornar nossa Roda de Viola mais saborosa…

 

Zeni e Vilme – Feira Comunitária

 

Ilse e Dionisia – Feira Comunitária

 

 

 

Dionísio, Ilse – Feira Comunitária

 

 

 

 

Gervásio Claro, suas filhas e Talita encerram a IV Roda de Viola… Mestre e aprendizes… num caminhar conjunto pelo fortalecimento da cultura…VIVA A CULTURA BRASILEIRA!

 

 

 

 

 

 

 Agradecimentos à todos os participantes da IV Roda de Viola do Bairro Serra.

VIVA A VULTURA BRASILEIRA!

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IV Roda de Viola do Bairro Serra – 13, 14 e 15 de julho 2012 – Bairro Serra – Iporanga

O Ponto de Cultura “Coisas da Prosa”, a Prosa na Serra e a Associação de Moradores do Bairro Serra, convidam
todos a participar da IV Roda de Viola do Bairro Serra.
BAIRRO SERRA – IPORANGA/SP. Dias 13, 14 e 15 de julho 2012.
P A R T I C I P E!
O Grupo Batucajé do Vale estará presente na IV Roda de Viola do Bairro Serra, com suas poesias e cantos…
encantando nosso lugar!

Grupo Batucajé do Vale

 

Causo do Artesão Barreiro

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Grapo Batucaje do Vale

 

Causo do Baile

 

[FLOWPLAYER=https://www.prosanaserra.tk/videos/2012/05/30/RodaDeViola2011-BatucajeDoVale-CausoDoBaile.flv,560,400]

 

Grupo Batucajé de Vale

Causo do Preto Velho

[FLOWPLAYER=https://www.prosanaserra.tk/videos/2012/05/30/RodaDeViola2011-BatucajeDoVale-PretoVelho.flv,560,400]

 

Grupo Batucajé do Vale

 

III Roda de Viola do Bairro Serra – Iporanga – julho/2011

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“Ritual dos Povos Tradicionais ao Rio Ribeira de Iguape”

Aconteceu no dia 4 de maio o Ato “Ritual dos Povos Tradicionais ao Rio Ribeira de Iguape” em Registro. O Ato Público  onde as comunidades tradicionais do Vale do Ribeira demonstraram sua luta pelo Território, pela Cultura, pelos direitos Sociais, pelo Meio Ambiente com Gente.

Soltamos o grito juntos: caiçaras, quilombolas, caboclos, pescadores artesanais,  demonstrando o que queremos e exigimos para o Vale do Ribeira.

Apesar da grande mídia e da elite brasileira nos vender que moramos em uma região pobre, sem alternativas, sabemos que são apenas falsos pretextos daqueles que estão no poder, para justificar as suas omissões e inércia de políticas publicas, sejam elas municipais e estaduais. Nós do Vale teimamos e resistimos em não aceitar politicagem enganosa de desenvolvimento como barragem no Rio Ribeira de Iguape e um meio ambiente que não considera a nossa presença.

Exigimos que o Estado de São Paulo respeite-nos em nosso território,  respeite a nossa cultura,  o nosso modo de vida,  que conservou essas matas do Vale, basta desta política ambiental injustiça, conservadora e irreal , defendida pelos velhos jargões engessados da SMA  (Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo),  que não consideram os seres humanos como parte integrante da natureza, mas liberam  a barragem para matar  nossas matas, e que ao mesmo tempo se pautam em um discurso em prol Mata Atlântica. Chega de tanta hipocrisia. O nosso grito é por dignidade, por respeito, por direito, exigimos estradas,  saúde,  educação de qualidade e apoio a nossa agricultura familiar.

Participaram cerca de 300 pessoas, num ritual cultural e reivindicatório, celebrando a luta pelo Rio Ribeira de Iguape vivo!

Chegada das comunidades na Praça Jóia

 

Dom José - Bispo da Diocese de Registro

Quilombolas de Maria Rosa/Iporanga-SP

"Ato "Ritual dos Povos Tradicionais ao Rio Ribeira de Iguape"

Congada de São Benedito da Comunidade de Nova Esperança/Eldorado-SP

 

Território é um direito constitucional!

"vem vamos embora que esperar não é saber...

 

... "quem sabe faz a hora...

 

..."não espera acontecer!"

 

Grupo Batucaje - Miracatu/SP

Grupo Batucaje - Poetando e cantando o Vale do Ribeira

Congada de São Benedito Comunidade Nova Esperança/Eldorado-SP

 

Fandango na praça!

Fandango da Comunidade Caiçara Itapitangui/Cananéia-SP

Leitura da Carta de Registro

CARTA DE REGISTRO

ATO PÚBLICO

“RITUAL DOS POVOS TRADICIONAIS AO RIBEIRA DE IGUAPE”.

Nós das Comunidades Tradicionais do Vale do Ribeira e todos os participantes deste Ato Público, vimos através desta , denunciar a situação de descaso que o poder público tem tratado nossa região. As comunidades são ameaçadas por leis e decretos que ignoram nossa cultura e tradição cerceando nossos direitos fundamentais de povos tradicionais e cidadãos. Direitos estes já garantidos, na Constituição Federal, Estadual e em tratados internacionais, como a OIT.

O Governo do Estado de São Paulo, vem atuando com uma política ambiental que é ultrapassada, é uma política de exclusão e medo, criando unidades de conservação de proteção integral se sobrepondo aos territórios das Comunidades Tradicionais e em conseqüência dizimando nossas populações e causando grande impacto social e ambiental, este modelo de preservação, além de afetar nossas Comunidades Tradicionais não garante a conservação ambiental. Essa política é ainda utilizada pelas Prefeituras do Vale para criação de Parque Municipais e usa como subterfúgiom a não arrumar estradas, não manter as escolas rurais, não construir pontes, não implementar energia elétrica e comunicação em nossas comunidades. Direitos Sociais a todos!

O Vale do Ribeira é a região do Estado de São Paulo que ainda preserva a Mata Atlântica. Quem a conservou? Fomos nós os moradores das Comunidades Tradicionais. Hoje somos penalizadas por isso. Os Indígenas estão sem terra, os Quilombolas e Caboclos são multados a toda hora, os Caiçaras estão sendo expulsos da Juréia, os Pescadores que vivem da pesca artesanal estão sendo engolidos pela pesca predatória, enfim, nossa população é tratada como invasora dentro da nossa própria casa que é o Vale do Ribeira, prova disso é o ICMS Ecológico que não é investido em Políticas Públicas para as Comunidades Tradicionais. E não há nenhuma cobrança e fiscalização do Estado. É urgente e se faz necessário uma mudança de paradigma na política ambiental do Estado de São Paulo, caso contrário estamos fadados a uma grande limpeza étnica no Vale do Ribeira e um empobrecimento ainda maior do nosso Povo do Vale por conta desta política preconceituosa que é implantada na nossa Região. Apesar dos números recordes na arrecadação, a negligência do Estado para com nossa População é absurda pois estamos entre os mais baixos IDH do Pais.

Estamos encaixados entre os dois Estados mais ricos da Federação, e no entanto, falta regularização de nossos territórios, saneamento básico, habitação digna, atendimento de saúde qualificado, reconhecimento e acesso a muitos outros bens e serviços elementares que são dever dos Governos. Faltam alternativas econômicas viáveis para nosso povo e seguem inexistentes planos concretos de inclusão social que respeitem nossos modos de vida e de produção coletivos e tradicionais.

Não cabe, portanto, falar-se em “reserva do possível” diante de um pretenso estágio de “mínimo existencial”, pois falta o mínimo à existência de tais cidadãos organizados em comunidades excluídas. Apesar dos incontáveis apelos feitos há décadas por movimentos sociais, nossas associações locais, sindicatos e ativistas, o Governo do Estado segue praticando uma política que é, em larga medida, contrária não apenas às demandas dos nossos povos do Vale como também opostas a um efetivo desenvolvimento do Vale do Ribeira.

As ditas “políticas de desenvolvimento”, as iniciativas governamentais ora ignoram completamente os interesses das populações mais necessitadas, ora facilitam a execução de obras e projetos que contribuem para a ampliação da exclusão social, para o enriquecimento de alguns poucos beneficiários e para a contínua marginalização política e econômica do nosso Vale do Ribeira dentro do cenário paulista e nacional.

Dentre os inúmeros flagrantes destas “políticas de desenvolvimento”, vale mencionar a política ambiental excludente promovida pela Secretaria do Estado do Meio Ambiente, o modelo retrógrado de proteção ambiental sustentado pelo Governo do Estado e seus apoiadores, a limitação das autoridades em lidar com os problemas estruturais do Vale do Ribeira e sua inaptidão em enxergar as inúmeras potencialidades da região e de seus habitantes. O governo adota a política, de não garantir à nossa população os direitos fundamentais, com isto expulsam-nos dos nossos territórios onde tiramos nossos sustentos de forma harmoniosa há séculos, o Estado não percebe que quando expulsam-nos, expulsam também os verdadeiros defensores e guardiões desse bioma Mata Atlântica. Sem alternativas, direitos, dignidade, garantias mínimas de vida, nós, Indígenas, Caboclos, Caiçaras, Quilombolas e Pescadores Artesanais, povos do Vale do Ribeira continuamos sendo forçados a migrar para os subúrbios das já superpopuladas cidades do Sudeste e Sul, enquanto isso, a Mata Atlântica é deixada à mercê de especuladores, e o ônus da proteção do meio ambiente se multiplica. Queremos Meio Ambiente com Gente!

Como se não bastasse, a única alternativa encontrada pelo Estado para reverter este ciclo decadente, que parece condenar nossa população do Vale do Ribeira ao eterno subdesenvolvimento, parece ser o contínuo apoio a grandes obras, como as hidrelétricas sobre o Rio Ribeira, apoiando as grandes empresas de mineração, as grandes plantações de eucalipto e pinus, conivente com a visão de uma minoria, o Estado acredita que estas grandes obras trazem emprego, investimentos e recursos para uma região “pobre”. Com isso, ignora-se a visão defendida há anos por uma esmagadora maioria dos moradores e defensores do Vale do Ribeira: estes empreendimentos traram apenas benefícios temporários, atenderiam sobretudo, interesses privados e trariam riscos irreversíveis para uma região extremamente rica – ambiental, cultural e socialmente.

Em nome da Justiça, do cumprimento de direitos constitucionais dos Povos Tradicionais, dos direitos internacionais que detêm à consulta prévia, livre e informada e em nome do desenvolvimento Sociocultural sustentável do Vale do Ribeira e de uma política pública participativa.

 

Não às barragens!

Titularização de nossos territórios!

Meio Ambiente com Gente!

Registro-SP 04/maio/2012

 

 

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Prosa na Serra, Associações Quilombolas de Maria Rosa e Porto Pilões e CQC denunciam a realidade em Iporanga

Nos dias 28 e 29 de março a Prosa na Serra esteve junto à equipe do CQC (Vitor, Gastão, Yuri, Thiago e Oscar Filho) e as Associações Quilombolas dos Bairros Maria Rosa e Porto Pilões,  numa ação de denúncia da realidade enfrentada pelas comunidades quilombolas de Maria Rosa, Porto Pilões e Bento João, com a falta do serviço de travessia realizado pela balsa (serviço público), e pelas condições da estradas que leva às comunidades, todas no município de Iporanga/SP. O trabalho foi árduo… e será apresentado nesta 2a. feira dia 2 de abril a partir das 22h 30, na TV Bandeirantes.

Poço Grande/Iporanga-SP

 

Poço Grande/Iporanga-SP

 

Oscar Filho/CQC e Claudio Henrique/Prosa na Serra

Oscar e Gastão

Feitio da balsa

 

Está balsa foi levada com a enchente de 1 de agosto

Vitor e ao fundo os caboclos e quilombolas fazendo a balsa artesanal

 

Fazem 8 meses sem o serviço público de travessia

balsa pronta

 

tudo pronto

preparando

Ação

Oscar Filho faz a travessia/Rio Ribeira de Iguape- Iporanga/SP

As comunidades estão sem balsa desde 1 da agosto, e quando precisam atravessar veículos elas produzem a balsa, e correm todos os riscos

Travessia Rio Ribeira de Iguape - localidade de Poço Grande/Iporanga-SP

 

Travessia Rio Ribeira de Iguape/localidade Poço Grande-Iporanga/SP

chegamos... agora é só subir a rampa

Oscar Filho

 

Oscar filho entrevista Sr. Zeca/Quilombo Porto Pilões

estrada da comunidade sem condições

Prosa na Serra e equipe do CQC pronta para enfrentar a estrada

Chegando na Comunidade Quilombola de Maria Rosa

Quilombo Maria Rosa/Iporanga-SP

Oscar Filho/Programa CQC

Comunidade Quilombola Maria Rosa

Oscar Filho vivencia a realidade quilombola/Quilombo Maria Rosa

Equipe CQC - Oscar e Vitor/Quilombo Maria Rosa

 

às 4 da madrugada/Quilombo Maria Rosa

 

é de madrugada/estrada-caminho, que as crianças caminham até o transporte escolar, todos os dias

 

Sr. Zeca/Quilombo Porto Pilões, Levina/Quilombo Maria Rosa e equipe CQC Thiago e Yuri

Estrada Vicinal das comunidades Quilombolas de Porto Pilões e Maria Rosa

 

Quilombo Porto Pilões

 

Comunidade Quilombola de Porto Pilões

Quilombo Porto Pilões/Iporanga-SP

 

Ribeirão Itacolomi/Porto Pilões - Iporanga/SP

 

Prosa comunidade Quilombola Porto Pilões

 

A luta das comunidades Tradicionais de Iporanga chegou até o MPF (Ministério Público Federal), onde o Prefeito de Iporanga, Sr. Ariovaldo assinou em 16 de maio de 2011, um TAC (Termo de Ajuste de Conduta) com a Entidade Prosa na Serra e as Associações Caboclas e Quilombolas do município. Este programa do CQC vem lembrar as autoridades que este TAC deve ser cumprido.  E as comunidades Quilombolas de Porto Pilões, Maria Rosa e Banto João devem ser respeitadas em seus direitos.

Link para assistir “Proteste Já!”

http://cqc.band.com.br/videos-episodio.asp?videoid=846c6e4afeb83d91183a93a971939fc5&canal=631&id=6672

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A Prosa na Serra, Associação das Comunidades Caboclas do Bairro Ribeirão dos Camargo e Nupaub/USP realizam a 1a. ação de seu Auto Reconhecimento

A Prosa na Serra, Associação das Comunidades Caboclas do Bairro Ribeirão dos Camargo e Nupaub/USP, iniciaram o trabalho de Auto Reconhecimento da Comunidade Cabocla do Bairro dos Camargo. Participaram da ação: Sra. Dirce (presidente da Associação das Comunidades Caboclas), Sr. Dito Cata, Sr. Ticão, Sr. Nino Sant’Ana, Sr. Darci Sant’Ana, Sra. Mariza , Sr. Luiz Franco, Helio Looze, Sabrina (antropóloga/Nupaub-USP), Julio (historiador/Nupaub-USP), Claudionor (coordenador Prosa na Serra), Guilherme (Ponto de Cultura Pilar/Ponto Midia Livre/historiador/USP, Maria Titi (fotografa) e Fernando Avena (Premio Tuxaua 2009/Ministério Cultura).  Iniciamos o trabalho de campo no dia 17 de março de 2012. A comunidade tradicional cabocla do Ribeirão dos Camargo iniciou o mapeamento de seu território tradicional e o levantamento antropológico. O Bairro Ribeirão dos Camargo é a primeira localidade povoada no município de Iporanga (antigo Arraial de Santo Antonio), e sua comunidade cabocla data do ano 1690.

A comunidade cabocla vive da agricultura de subsistência (roça de coivara), possuem sua culinária, artesanato, realizam sua cultura, um modo de ser e fazer resguardado pela Constituição Federal de 1988. Desde 2010 vem requerendo oficialmente a desafetação do Petar (Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira) de seus territórios tradicionais e o seu reconhecimento como comunidade tradicional. A (Fundação Florestal e Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, órgãos do governo do Estado responsáveis pelo Parque não encaminharam nenhuma resposta à Associação sore o assunto. A ação tem parceria com as Comunidades Ttradicionais do Vale do Ribeira que coletivamente lutam pelos direitos aos territórios tradicionais e pelo direito de um meio ambiente com gente.

Sra. Dirce, Sabrina e Julio (Nupaub/USP)

Barreira na Estrada do Ribeirão dos Camargo


Taluá/Ribeirão dos Camargo

 

Localidade Sete Quedas/BairroRibeirão dos Camargo - Iporanga/SP

 

Nino e Claudio utilizam o GPS

 

Sr. Ticão fala sobre a história da região

 

Sr. Luiz e Sr. Darci em entrevista com Guilherme

 

fogão à lenha caboclo

Julio, Sr. Dito Cata e Claudio - ao fundo a roça coivara (milho/arroz)

 

Sr. Ticão e Sr. Luiz proseando na beira do Ribeirão Sete Quedas/Ribeirão dos Camargo

 

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Dia 10 de Setembro – Feira Comunitária

FEIRA COMUNITÁRIA – Tráfico de Cultura: produtos da roça, culinária e artesanato regional

DIA 10 DE SETEMBRO A PARTIR DAS 16 HORAS

BAIRRO SERRA/IPORANGA-SP

Feira Comunitária – Tráfico de Cultura – Bairro Serra/Iporanga-SP
Feira Comunitária – Tráfico de Cultura – III roda de Viola do Bairro Serra-Julho/2011 – Bairro Serra/Iporanga-SP

A FEIRA COMUNITÁRIA – TRÁFICO DE CULTURA, um projeto da Prosa na Serra em parceria com a Associação de Moradores do Bairro Serra, é um espaço onde a comunidade do Bairro Serra e comunidades vizinhas, demonstram sua cultura cabocla e quilombola. A Feira é uma experiência de Economia Solidária, onde se faz a venda e troca de produtos. Acontecerá no dia 10 de setembro no Bairro Serra a partir das 16h. Em todas as Feiras há uma Exposição Fotográfica, neste mês será realizada a Mostra das Fotos dos participantes da Oficina “Construção do olhar” que aconteceu na III Roda de Viola do Bairro Serra em julho, são jovens e crianças que através das lentes mostraram seu olhar caboclo, quilombola. Venha conhecer de perto nossa cultura. Meio Ambiente com Gente!

Beno, Xita e Gervásio Claro – III Roda de Viola do Bairro Serra julho/2011

Beno, Xita e Gervásio Claro demonstram a música cabocla da região. PARTICIPE!

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Culinaria Cabocla/Quilombola

Cuscuz de arroz

Faz parte da culinária cabocla/quilombola, é uma comida tipica da região, feita pelas mãos dos caboclos e quilombolas e faz parte de sua alimentação. O cuscuz consiste na trituração do arroz integral caipira, feita no pilão de mão, onde acrescenta-se outros ingredientes como amendoim e cozido na cuscuzeira de barro ao vapor .

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